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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O retorno de Jedi - E a saga realmente continua...

Jediísmo é a religião que congrega pessoas adeptas do modo de vida dos Jedi.


Em 2001, um censo no Reino Unido revelou que 390.000 pessoas declararam sua religião como sendo "Jedi", assim sendo a quarta maior religião da Grã-Bretanha, atrás do Cristianismo, Islamismo e Hinduísmo.

Em 2001 também se declararam "Jedi" 70.000 pessoas na Austrália, 53.000 na Nova Zelândia e 20.000 no Canadá. Isso é parte de uma campanha criada pelos fanáticos por Star Wars, que enviam e-mails pedindo a declaração como Jedi esperando conseguir com que o "Jediísmo" se torne uma religião reconhecida por governos. Também pedem no mesmo e-mail para fazerem a declaração para mostrarem-se fãs de Star Wars.


Fonte: Wikipedia


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Quem nunca ouviu falar destes fabulosos mestres? Quem nunca ouviu falar em sabres de luz? Em lado negro da Força? Certamente já ouviram, pois esta é uma saga que atravessa os tempos, as eras!


Bem, em minhas andanças pela internet, descobri essa curiosidade acerca dos fãs da Saga Stars Wars. O fato é que, por mais increça que parível, existem milhares de pessoas no mundo que se identificam com a ‘religião’ Jedi. Parece-me simples de se entender... A fé anda abalada? As igrejas andam caindo no descrédito? O que se tem hoje não preenche o vazio, a sensação de orfandade que assola os seres humanos? Ou ainda, certas filosofias criadas no cinema demonstram com mais consistência os caminhos do mistério?





Não sei se a considero exatamente uma religião, como os fãs na Europa, Austrália e no Canadá, mas talvez uma filosofia de vida. Não residem nela certos modos eclesiásticos tais como os conhecemos em religiões mais familiares. Religião vem do latim vulgar: religio, que significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", “religar”. Religiões, para serem consideradas como tal, devem possuir uma crença no sobrenatural, no invisível, em Deus ou Deuses, normalmente revelam uma organização cosmogênica, explicações sobre o pós-morte, ritos que marcam a vida do indivíduo e que são acompanhados por membros de igrejas; são doutrinas que expressam e demonstram formas de conduta e de ética de acordo com a cultura e crença de cada povo.


Para os Jedi, essa gente que conhece os caminhos da Força, não há a necessidade de religar coisa alguma a nada, pois a Força que toca o mundo está presente em cada célula, molécula, cada forma de vida, em cada objeto existente. Tudo é energia em formas diferentes de concentração e vibração. A única coisa que se tem que fazer é estar atento e sereno para começar a sentir certas orientações interiores que sempre estiveram lá, contudo, enfatizo, não há nada a ser religado, pois não há qualquer coisa desligada da tomada interior. Não há nada de sobrenatural ou mágico, propriamente, na filosofia Jedi, a vida é natural e a Força é natural.




Não há emoção, há paz.

Não há ignorância, há conhecimento.

Não há paixão, há serenidade.

Não há caos, há harmonia.

Não há morte, há a Força.

Devemos considerar que a filosofia de vida Jedi mostra os caminhos duais pelos quais passamos durante a vida. Mostra com clareza as dúvidas e os problemas advindos das escolhas que fazemos. Não é novidade para ninguém que fazemos escolhas a cada micro-instante de nossas existências. No entanto, a filosofia Jedi nos trás a difícil tarefa de estarmos conscientes de cada uma delas.

A despeito de não possuir certos ritos tais como missas ou cultos, livros sagrados, possui sim preceitos, possui um código. Sabemos que sua origem não é exatamente mística, pois surgiu a partir da contemplação filosófica de alguns pensadores (ver Universo Expandido de Star Wars), que no intuito da observação cuidadosa da vida fizeram refletir de maneira profunda não o maniqueísmo simplista – típico das religiões conhecidas – mas os caminhos da dualidade e das escolhas. Mas vejam, tais preceitos não tocam o bem e o mal corriqueiros, e sim a consciência equilibrada da existência dos opostos.

Os Jedis não vem sob a forma de padres ou ministros que professam a fé, pois são, antes de qualquer coisa guerreiros-filósofos, cavaleiros prodigiosos, que escolhem as batalhas das quais irão participar. As lutas entre Darth Vader e Luke são antes de tudo uma metáfora. Aqui as batalhas ganham uma dimensão mais filosófica, apesar de existirem belicosamente falando.

Não é uma tarefa das mais simples caminhar na trilha Jedi, quando vivemos num mundo que nos impõe emoções fortes, ignorância sem limites, paixões vicerais, caos total e morte da crença das possibilidades luminosas do bem viver.

De todo modo, quando tomei conhecimento da notícia, antiga, por assim dizer, gerou-se em mim uma onda de alegria. Pois neste mundo em que vivemos são tantas as palavras proferidas em nome de Deus e da fé, em nome do amor de Cristo, são tantas babéis, livros sagrados, dogmas, cruzes, que me pergunto: Será que tudo isso tem surtido o efeito esperado? Há quanto tempo esperamos por um milagre na mudança da consciência humana? Enfim, isso tá funcionando bem? Então, acho que não é mesmo difícil de entender o por quê da existência de pessoas espalhadas pelo mundo todo se dizendo seguidores da filosofia/religião Jedi.

Deixo a cargo dos leitores a missão de lerem e compreenderem o significado do Código Jedi. Não tenho a mínima pretensão de explicá-lo, pois a batalha é aqui, agora, pessoal e intransferível. Mas sim, tenho uma sugestão! Se forem assistir aos filmes, vejam os episódios na seguinte ordem:

IV. Uma Nova Esperança
V. O Império Contra-Ataca
VI. O Retorno de Jedi
I. A Ameaça Fantasma
II. O Ataque dos Clones
III. A Vingança dos Sith


Flor